domingo, 4 de janeiro de 2015

A Rosa

Domingo de chuva, dia 04 do primeiro mês.

As rosas daquele buque ainda estão a enfeitar na sala.
Algumas mais murchas que outras, sem a beleza que tinham em sua chegada.
E me recordo muito bem de sua beleza antes mesmo de ser recebida, da alegria q poderia trazer aos olhos meus.
Hoje são lembranças de tudo o que poderia ser e não foi.
Uma rosa cheia de espinhos traiçoeiros e venenosos q me presenteou com um corte profundo.
O que era remédio quase inofensivo, agora se tornou um veneno voraz.
Que agora permeia dentro do mim, transportados pelo sangue, queima meu coração com a mesma intensidade que o alegrava.
Pra minha sorte, criei alguns anticorpos e que a cada dia se multiplicam.
Minhas dores antigas não precisam ser sentidas, precisam ser curadas.
Desculpa, mas virei médica de mim.

Mayê Guedan