quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Abutres & a Fera prt 2

Se eles olhassem nos olhos daquela que aprisionaram...
Ela sorri com olhar de escárnio, pois os podres abutres pobres de alma acham que podem mandar e domina-lá, coitados!
Que tolos em acreditarem na própria vaidade do poder.
Eles sabem tão pouco...

mayê guedan

sábado, 12 de dezembro de 2015

Como seria

Se pintares minha poesia com teu amor...
Minha poesia ficaria mais viva
O meu sorriso teria companhia
Meus olhos cheios das tuas nuances e cores
E finalmente, meu coração teria lugar pra repousar.

mayê guedan

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Abutres & a Fera prt 1

E ela se poem disposta aos olhos de Abutres, dilacerada pelos olhares famintos e com água nas bocas, deformada aos prazeres mais mundanos que a criatividade deles pudera criar.
Como se fossem donos, tentam dominar o que acham que conhecem da Fera que aprisionaram, só por estar exposta em pele crua, mal sabem que a sua pele é a prova da sua liberdade.

Mayê GueDan

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

             E quando o medo mora com você?
             E quando o medo está dentro de você?
            Ou quando o medo, é você?

mayê guedan

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

As pessoas
nunca
vão se conhecer,
se
não permitirem
se conhecer.

mayê guedan

domingo, 27 de setembro de 2015

Lua Maria Sangrenta

A Lua faz parte de alguns romances, alguns amores...
Inspiração para músicas e poesias

Mas hoje, é dia de eclipse
Torna-se vermelho sangue

Por todas as dores de todos os amores
Ela sangra

Como já dizia Camões:
As feridas que doem e não se sentem.

mayê guedan

domingo, 20 de setembro de 2015

Dois lados, um corpo

Queria poder chegar no dia em que eu não vou mais precisar lutar contra eu mesma dentro da minha cabeça.

Na maioria das vezes está bem amigável aqui dentro, conseguindo conviver em boa vizinhança, mas tem vezes que ela se irrita dentro de mim e quer tomar meu lugar.

As vezes sou forte e não deixo,
As vezes não sou tão forte, e temos uma luta bem difícil entre nós e nunca sei quem vai ganhar a bendita luta,
E tem vezes que tô fraca e ela me domina sem muito esforço.

Eu queria conseguir gritar, mas não tenho voz.
Ninguém consegue me enxergar de verdade e nem me ouvir.
Eles nunca sabem quem está no comando de mim, se sou eu ou a outra
E acreditem em mim, não somos duas personalidades.

Mas e ai,
Quem será que assina esse texto:
Eu ou a outra parte de mim?

mayê guedan

terça-feira, 28 de julho de 2015

Talvez

Eu fico tentando entender
Essa sua maneira meia louca de gostar de mim.

Eu fico tentando entender,
A razão pela qual você me manda ir embora
É quando eu resolvo ir

Mas ai você volta
Aparece e me puxa pelo braço com todas as suas forças.

Com todo esse teu jeito
Esse jeito desleixado
De mostrar que sou importante
E que você tenta me tratar diferente.
Talvez eu não seja
E nem venha ser
A mulher da sua vida.

Talvez você não seja a pessoa certa pra mim,
Ou talvez a gente continue se gostando,
Assim, desse jeito torto pra sempre.

mayê guedan
24/08

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A-mor(adia)

Lembra da sua caixinha?
Ou aquele baú pra enterrar coisas
Ou pra guarda-las pra sempre?!
Eu fiz um pra mim também.

Peguei tudo aquilo em mim que me lembrava você
Tudo aquilo que era meu mas que na verdade te pertencia
E coloquei-as lá, na caixa...

E lá essas coisas ficam
Vez ou outra elas escapam pra me fazer relembrar

Mas como a vida não nos sorri nessas escapadas
Mando-as de volta pro lugar de onde agora as pertence
Fiz de lá a-mor(adia).

O problema que esse pouco que eu disse que te pertencia
Na verdade, era quase todo o meu eu.

mayê guedan

domingo, 4 de janeiro de 2015

A Rosa

Domingo de chuva, dia 04 do primeiro mês.

As rosas daquele buque ainda estão a enfeitar na sala.
Algumas mais murchas que outras, sem a beleza que tinham em sua chegada.
E me recordo muito bem de sua beleza antes mesmo de ser recebida, da alegria q poderia trazer aos olhos meus.
Hoje são lembranças de tudo o que poderia ser e não foi.
Uma rosa cheia de espinhos traiçoeiros e venenosos q me presenteou com um corte profundo.
O que era remédio quase inofensivo, agora se tornou um veneno voraz.
Que agora permeia dentro do mim, transportados pelo sangue, queima meu coração com a mesma intensidade que o alegrava.
Pra minha sorte, criei alguns anticorpos e que a cada dia se multiplicam.
Minhas dores antigas não precisam ser sentidas, precisam ser curadas.
Desculpa, mas virei médica de mim.

Mayê Guedan